O iFood tem uma proposta simples: você paga uma comissão de 12% a 27% por pedido e eles trazem o cliente até você. No começo parece vantagem — você não precisa fazer marketing, não precisa de site. Mas à medida que o volume cresce, a conta vira ao contrário: você está trabalhando para pagar comissão, não para construir um negócio.
Ter delivery próprio não é o oposto do iFood. É um canal paralelo que você constrói para receber os mesmos pedidos pagando zero de comissão.
O que é delivery próprio, exatamente?
Delivery próprio é quando o cliente faz o pedido direto com você — pelo WhatsApp, pelo link do seu cardápio digital, pelo QR code na embalagem — sem passar por nenhuma plataforma que cobre comissão. Você recebe o pedido no seu sistema, confirma, embala e entrega.
A diferença financeira é brutal. Se você vende R$ 10.000 por mês no iFood e paga 20% de comissão, são R$ 2.000 indo embora todo mês. No canal próprio, esse R$ 2.000 fica com você — ou parte vai para o custo do entregador, se você fizer entrega própria.
Por que os restaurantes não largam o iFood de vez?
Porque o iFood resolve um problema real: traz clientes que você não teria encontrado de outra forma. Especialmente no começo, quando você ainda não tem base de clientes nem presença digital, estar no iFood faz sentido.
O problema é ficar preso nele depois que você já tem uma base. Clientes que pediram uma vez, duas vezes, já confiam em você. Eles não precisam do iFood para encontrar você — eles só precisam de um canal direto.
Use o iFood para adquirir clientes novos. Use o canal próprio para atender clientes que já pediram. Cada pedido recorrente que você migrar para o canal próprio é uma comissão a menos que você paga.
Passo a passo para montar seu canal de delivery próprio
- Tenha um cardápio digital com link compartilhável. O cliente precisa conseguir ver o cardápio, escolher os itens e fazer o pedido sem precisar te mandar mensagem pedindo foto do cardápio. Um sistema como o Cardappio Digital gera um link que você coloca no Instagram, WhatsApp e QR code.
- Configure a taxa de entrega por raio. Defina o raio de entrega que você consegue atender e calcule uma taxa justa. Não ofereça entrega grátis se isso vai comer sua margem — o cliente precisa pagar pelo serviço.
- Escolha como vai receber o pagamento. PIX direto, cartão online, dinheiro na entrega. O ideal é ter pelo menos PIX e cartão — reduz o troco e agiliza a entrega.
- Integre com WhatsApp. Quando o cliente finalizar o pedido, ele deve receber uma confirmação automática. E você deve receber a notificação no celular. Isso substitui o atendente que ficava só anotando pedido.
- Divulgue o link em todos os pontos de contato. Bio do Instagram, status do WhatsApp, QR code na embalagem do delivery do iFood, cardápio físico na mesa. Em todo lugar que o cliente vê você, ele precisa ver o link para pedir direto.
Como migrar clientes do iFood para o canal próprio
Esse é o passo que a maioria deixa de fazer — e é o mais lucrativo. Cada pedido que migra do iFood para o canal próprio é um pedido sem comissão. Como fazer isso?
- QR code na embalagem. Coloque um QR code impresso na embalagem do pedido que você entregou pelo iFood. O texto: "Peça direto e ganhe 10% de desconto no próximo pedido." Simples, direto.
- Card dentro da embalagem. Um cartãozinho com o link e o telefone do WhatsApp. Custa centavos e funciona.
- Programa de fidelidade no canal próprio. Configure cupons ou cashback exclusivos para quem pedir direto. O cliente que pede pelo iFood não tem acesso — só quem usa seu canal.
- Post no Instagram. Anuncie que o canal direto existe e que tem vantagem. "Peça pelo nosso link e economize a taxa de entrega." Funciona mais do que parece.
Se você tem 200 pedidos por mês no iFood com ticket médio de R$ 60, são R$ 12.000 de faturamento. A 20% de comissão, você paga R$ 2.400/mês para o iFood. Se você migrar 50% dos pedidos recorrentes para o canal próprio, são R$ 1.200 que ficam com você — por mês.
Quanto custa ter delivery próprio?
O custo de um sistema de delivery próprio é fixo e previsível — diferente da comissão, que cresce junto com o seu faturamento. No Cardappio Digital, por exemplo, o plano começa sem mensalidade: você paga uma taxa por pedido recebido, mas essa taxa é muito menor do que a comissão do iFood.
O entregador é um custo à parte — você pode usar motoboys próprios, plataformas de entrega como Lalamove ou Loggi, ou oferecer retirada no balcão para pedidos menores. Misturar os três modelos é o mais eficiente.
Delivery próprio não é uma alternativa ao iFood — é um canal complementar que você constrói para parar de pagar comissão nos pedidos de clientes que já são seus. Comece pequeno: monte o cardápio digital, divulgue o link e coloque o QR code na próxima embalagem que você entregar. A primeira semana já vai mostrar resultado.
Perguntas frequentes
Não. Os dois canais podem coexistir. A estratégia mais eficiente é usar o iFood para aquisição de novos clientes e o canal próprio para fidelizar quem já pediu — porque nesse segundo pedido você não paga comissão.
Delivery com link é quando o cliente acessa seu cardápio digital pelo WhatsApp ou Instagram e faz o pedido diretamente, sem intermediário. Você recebe o pedido, confirma e entrega — sem pagar comissão para nenhuma plataforma.
Você precisa de um sistema que gerencie o cardápio, receba pedidos online, calcule a taxa de entrega e integre com pagamentos. O Cardappio Digital faz tudo isso — com um link que você compartilha direto no WhatsApp e Instagram.